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Editoria: Prefeitura Itinerante
Rio de Janeiro, Segunda-feira, 20 de outubro de 2014

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Prefeito do Rio lança na Zona Oeste novo modelo de gestão e atendimento em saúde
Publicada em: 28/05/2009 às 15:10 - Editoria: Prefeitura Itinerante




A Prefeitura do Rio começa pela Zona Oeste o processo de reestruturação do sistema municipal de saúde, com o anúncio feito pelo Prefeito Eduardo Paes do programa Saúde Presente, na manhã desta quinta-feira, dia 28. Somente nos bairros de Santa Cruz, Sepetiba e Paciência, primeiros a receber a iniciativa, serão investidos R$ 140 milhões, entre recursos municipais e federais, na construção de novas unidades de atendimento - incluindo mais uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) - e na contratação de 2 mil novos profissionais, entre outras ações.

O lançamento ocorreu na Policlínica Lincoln de Freitas Filho, em Santa Cruz. Ao lado do secretário municipal de Saúde, Hans Dohrman, o prefeito explicou que, longe de ser uma "solução mágica" para os problemas, o Saúde Presente é um "plano de voo", com o compromisso da Prefeitura do Rio de oferecer mais qualidade no atendimento aos mais de 380 mil moradores de três bairros e, no futuro, para todos os cariocas.

- O programa é, na verdade, um caminho aberto para trazer, o mais rapidamente possível, uma solução permanente que ordene o sistema de saúde em toda a cidade - afirmou, destacando que escolheu a Zona Oeste como ponto de partida por ser a área mais carente da cidade e, dentro desta, os bairros de Santa Cruz, Sepetiba e Paciência serem os mais abandonados.
- Queremos começar pela área mais difícil, onde as pessoas precisam de mais atenção e estão sofrendo mais - contou. Dentro desse conceito, o prefeito já adiantou que as regiões do Grande Méier e de Jacarepaguá serão as próximas a receber o programa.

Paes também lembrou que o primeiro passo para toda essa reestruturação foi dado há cerca de dois meses, quando a Prefeitura do Rio reorganizou o atendimento nos quatro grandes hospitais de emergência - Souza Aguiar (Centro), Salgado Filho (Méier), Miguel Couto (Gávea) e Lourenço Jorge (Barra da Tijuca) - inclusive com a contratação de novos médicos, em parceria com a Fiocruz.

- Esse programa não é o fim, é o início do fim (do caos na Saúde). O programa muda o foco da saúde, cuida da atenção básica para manter o médico próximo das pessoas. Queremos que elas deixem de ir aos hospitais de emergência e se tratem com um médico próximo a elas, deixando o hospital como o lugar para a emergência, o grande trauma, a cirurgia, não para qualquer dor de garganta - argumentou o Prefeito.

Clínicas da Família - Os detalhes do Saúde Presente para a Zona Oeste foram apresentados pelo secretário de Saúde. Ele explicou que o novo modelo quer inverter o conceito "hospitalocêntrico", ao adotar como base uma nova rede de atenção básica.

Para isso, serão construídas 19 Clínicas da Família, que reunirão de três a seis equipes do Programa Saúde da Família (PSF), e os 17 Postos de Saúde já existentes serão reformados. Também serão construídos quatro Farmácias Presentes na região, para distribuição dos medicamentos que constam na lista municipal, e os horários das unidades (incluindo Clínicas da Família) serão ampliados, passando a fechar às 20h.

Nas Clínicas da Família e Postos de Saúde, os pacientes com problemas crônicos, como hipertensão e diabetes, serão acompanhados por um médico e apenas por ele. Caso seja necessário, eles serão encaminhados para consultas na Policlínica Lincoln de Freitas Filho, que passa a ser a referência daquela região para atendimento especializado. E, em casos de alta complexidade (intervenção cirúrgica, internação etc.) o paciente será encaminhado ao hospital da área - no caso, o Hospital Estadual Pedro II.

A Prefeitura vai implantar ainda 43 equipes de saúde bucal para complementar o atendimento, e também núcleos comunitários de Defesa Civil e de Vigilância em Saúde, para atuar de forma preventiva contra acidentes e no combate à dengue e outras endemias. Além disso, a região contará com duas UPAs para fazer o atendimento de emergência - uma delas já existente, na comunidade do Cesarão, e outra que deverá ser implantada na Avenida Brasil, na altura de Santa Cruz.

Atenção psicossocial - Além de melhorar o atendimento a doenças físicas, o Programa Saúde Presente prevê mais investimentos nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), unidades especializadas em saúde mental para recuperação e reinserção de crianças, jovens e adultos com problemas psicológicos ou que sejam usuárias de álcool e drogas. A região de Santa Cruz conta hoje com um Caps e vai receber mais três: um especificamente infantil, um para usuários de drogas e um funcionando 24 horas, o primeiro do Rio de Janeiro nesse sentido.

Para complementar toda essa estrutura, será criada uma central de atendimento que terá equipes treinadas para dar apoio às equipes médicas no diagnóstico, tratamento e encaminhamento em áreas como Cardiologia, Ginecologia, Pediatria, Neurologia e outras. Essa central também vai promover a capacitação permanente das equipes e o contato entre os médicos das Clínicas da Família (que serão, em sua maioria, clínicos gerais) e médicos especialistas, para troca de informações e experiências.

Organizações Sociais - Durante a apresentação do programa, o prefeito contou que, para toda essa estrutura funcionar, a rede de saúde na Zona Oeste terá reforço de mais 2 mil profissionais de saúde. Em entrevista à imprensa ele esclareceu que, para as Clínicas da Família e as UPAs, serão contratados médicos, enfermeiros e outros através de Organizações Sociais, dentro das normas fixadas pelo projeto recentemente aprovado na Câmara Municipal.

- Mas as unidades de saúde da Prefeitura, que têm servidores públicos, serão mantidas por profissionais da SMS. Estes é que são os coordenadores, que vão tocar esse projeto e o implementar. O que nós vamos estabelecer com as OS são metas de atendimento - explicou Paes. Ele defendeu que essa medida permite a contratação de profissionais de saúde por um salário muito melhor que a média hoje, e garante a formalização da relação de trabalho.

- Isso acaba com a precarização: hoje todos os postos do Programa de Saúde da Família que existem na região são conduzidos por ONGs sem transparência nem contrato de gestão. É o que vai mudar a partir de agora, garantindo também uma remuneração melhor aos profissionais - sublinhou o prefeito.

Texto: Karine Fonte
Fotos: J. P. Engelbrecht

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